Arthur Luiz Piza (São Paulo, 1928 - Paris, 2017) construiu uma trajetória marcada pela experimentação e pelo aprofundamento da linguagem gráfica. Após formação inicial no Brasil, fixa-se em Paris, onde se dedica às técnicas de gravura em metal e desenvolve uma pesquisa contínua sobre superfície e matéria.
Ao longo de sua produção, expande os limites da gravura ao incorporar cortes, relevos e fragmentações, transformando o plano em corpo. Seus trabalhos transitam entre o bidimensional e o tridimensional, explorando ritmo, repetição e densidade.
Entre o rigor técnico e o gesto, sua obra afirma a matéria como linguagem, um campo onde o tempo se inscreve e a forma se constrói.